Beleza: a profissão da vez

Mercado de profissionalização triplica rendimentos do setor

20 de Novembro, 2014

Foto divulgação

Com um faturamento na casa dos R$ 30 bilhões, o setor brasileiro de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos alcançou, em 2011, um crescimento de 12,8%, se comparado aos números registrados no período anterior. É o que mostra a pesquisa da Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos) divulgada no início de 2012.


A quantidade de novos salões de beleza abertos no país também cresceu 78% em cinco anos. Segundo levantamento da Associação Nacional do Comércio de Artigos de Higiene Pessoal e Beleza (Anabel), o número passou de 309 mil, em 2005, para 550 mil, em 2010. Na cidade de São Paulo, são lançados mais salões de beleza do que bares e lanchonetes, de acordo com dados da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp). A realidade se repete em todos os cantos do país. Hoje, o mercado de beleza brasileiro é o terceiro do mundo, atrás apenas de Estados Unidos e Japão.


Uma das razões mais plausíveis para esse crescimento deve-se à expansão dos centros de formação profissional de beleza por todo o território nacional. Quanto mais profissionais no mercado, mais salões de beleza são abertos diariamente, suprindo a intensa demanda de serviços existente em todas as regiões. Cursos de cabeleireiro, manicure e pedicure, depilação, entre outros, também ensinam técnicas de negociação e estimulam o empreendedorismo. Consequentemente, os estudantes tendem a investir no próprio negócio logo que o diploma chega às mãos.


Estudo recente da Fecomércio São Paulo, com dados extraídos do IBGE, apontou que o gasto mensal das famílias com serviços de cabeleireiro ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão, um crescimento de 44% em seis anos. O consumo com a beleza está à frente de outras despesas consideradas essenciais.

 

ABF